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Cover of Advanced Aventuras Heróicas (Solo)

Advanced Aventuras Heróicas (Solo)

Solo roleplaying game · by Gustavo Coelho · in Portuguese
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What it is about

Em novembro de 1991 aconteceu a primeira Bienal Internacional de Quadrinhos . O evento, que depois evoluiu para o FIQ , marcou a chegada oficial do RPG a Pindorama, com o lançamento da edição nacional de GURPS pela Devir . Já existiam pioneiros do hobby por essas bandas — a galera da famigerada "geração Xerox" — mas o sistema de Steve Jackson foi o primeiro em português brasileiro; isso, vale lembrar, aconteceu antes até de Tagmar , que é o primeiro RPG nacional, mas foi lançado um mês mais tarde. Naquela primeira edição da bienal, há mais de 30 anos, a IDD Miniaturas também aproveitou o evento para lançar seu Aventuras Heróicas , um jogo de tabuleiro com miniaturas de chumbo que, apesar de não ser RPG, permitia “a seus jogadores participarem de um mundo fantástico, baseado em Lendas e Mitos Antigos”. Criado por Átila Freire e Anna Fukumura , com ilustrações de Diucênio Rangel , Aventuras Heróicas é um dungeon crawler bastante simples, cujas regras — divididas entre o Livro do Jogador e o Livro do Mestre — ocupam 10 páginas em tamanho A5, descontadas as listagens de monstros, magias e equipamentos. O jogo é projetado para 2 a 5 jogadores, pois possui uma dinâmica semelhante à dos RPGs tradicionais, em que uma pessoa fica a cargo do papel do Mestre , coordenando o tabuleiro e o elenco de vilões, enquanto os demais comandam os heróis da história; no caso específico do Aventuras Heróicas , o mestre representa as forças do “poderoso e maléfico” Kaleb — não confundir com cantor argelino Khaled —, e os outros jogadores assumem os papeis dos tradicionais guerreiro, anão, clérigo e/ou elfo. Aventuras Heróicas tem uma mecânica de jogo de tabuleiro bem forte, com os dados de 6 faces sendo usados até para determinar o número de casas que um personagem poderá se mover no seu turno. O combate é bem simples: o atacante rola uma determinada quantidade de dados, e aqueles que saírem com 4 ou mais representam um dano ao oponente; a defesa é semelhante, mas o dano é anulado a cada 5 ou 6 tirados. O jogo base vem com cinco aventuras que representam os níveis de uma masmorra a ser explorada para o resgate da princesa Ann , filha do rei Martin , das remotas terras de Veluma . Cada uma dessas aventuras explora determinadas seções do tabuleiro, com diferentes tipos de monstros surgindo a cada nível atingido pelos heróis, mas a maioria delas, infelizmente, coloca os jogadores vagando por uma boa quantidade de salas vazias, o que é bem sem graça, sejamos sinceros. Embora o HeroQuest só tenha chegado ao Brasil em 1994 pelas mãos da Estrela , não é muito difícil dizer que o dungeon crawler publicado pela extinta IDD Miniaturas era um clone do board game criado por Milton Bradley , a começar pelos atributos dos personagens, passando pelo sistema de combate, peças de mobiliário da masmorra e chegando ao elenco de monstros, que são praticamente os mesmos: Goblins , Orcs , Esqueletos , Múmias , Zumbis e Guerreiros do Caos ; faltou só o Fimir , mas ninguém entende essa criatura bizarra. Aventuras Heróicas é um jogo cru, que parece ter sido desenvolvido às pressas para o lançamento na primeira Bienal Internacional de Quadrinhos , mas o objetivo da IDD Miniaturas era claro: vender mais miniaturas, o que não deve ter sido fácil quando a sétima edição da Dragão Brasil trouxe o artigo Chumbo Neles! , que alertava de forma bem enfática para o risco de contaminação pelo chumbo dos mini heróis e monstros, rebatendo informações de um texto da extinta Dragão Dourado , uma revista publicada pela própria IDD Miniaturas , e outro publicado pelo fundador da fábrica de miniaturas na também extinta The Universe of RPG , da qual ele era editor. Como a IDD Miniaturas não voltou à atividade para relançar o Aventuras Heróicas com miniaturas de resina, como não há saudosismo permita gastar quase um salário mínimo em uma cópia usada do jogo, e como o board game — tirando as miniaturas tóxicas de chumbo — é feito de papel, eu resolvi fazer minha própria versão. Inicialmente a ideia era reproduzir apenas o tabuleiro. Entretanto, no meio do processo surgiu a ideia de desenvolver um modo solo, que acabou puxando algumas alterações nas regras, culminando nessa versão que recebeu o nome de Advanced Aventuras Heróicas (Solo) , porque todo bom jogador massa-véia acha bacana colocar o prefixo advanced em novas versões de sistemas de RPG. Uma das mudanças que essa versão traz foi a separação de raça e classe. Originalmente existiam quatro classes de personagem: Anão/Guerreiro, Elfo/Mago, Humano/Clérigo e Humano/Guerreiro; com a alteração, um jogador pode agora escolher entre quatro raças (Anão, Elfo, Humano e Pequenino) e, dependendo da escolha, quatro classes (Clérigo, Guerreiro, Ladrão e Mago). Cada raça e classe possuem características próprias, com bônus ou penalidades em atributos, assim como vantagens e desvantagens. Apesar do jogo original simplificar mecânicas como a busca por passagens secretas, armadilhas e/ou tesouros escondidos, foi criada uma regra para a realização de testes de tarefas mais comuns, com algumas classes ou raças oferecendo maior facilidade que as demais. Outras poucas mudanças foram feitas nas regras originais, mas boa parte dessa versão advanced do Aventuras Heróicas é de regras e tabelas para um dungeon crawl sem mestre, em modo solo ou cooperativo. Como o Aventuras Heróicas já saiu de linha há muito tempo, não faz muito sentido disponibilizar apenas o manual da versão advanced , pois virtualmente ninguém tem esse jogo. Assim, o que começou com o simples projeto de reproduzir um tabuleiro acabou virando um jogo completo print-and-play , com direito a marcadores de cenário (portas, mobílias, etc.) e miniaturas de papel de todos os heróis e monstros da caixa básica original, para que mais pessoas pudessem conhecer o HeroQuest brasileiro. Da mesma forma que o board game de Milton Bradley inspirou seu clone brasileiro, essa versão advanced do Aventuras Heróicas evoluiu para o Caves & Catacombs , meu dungeon crawler solo. Cada jogo é uma criatura diferente, mas há um DNA compartilhado.

Original description in Portuguese.

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